A Derrubar Barreiras: Mi-Health Europe Contribui para Novo Estudo sobre o Acesso à PrEP por Mulheres Migrantes
Publicado: 29 de Junho de 2026
A Mi‑Health Europe orgulha-se de ter contribuído para um novo estudo publicado em Medicação para o VIH, o jornal oficial da British HIV Association. Esta investigação multinacional marca uma conquista importante, destacando os obstáculos que as mulheres migrantes enfrentam no acesso à prevenção do VIH. Para a Mi‑Health, representa tanto o reconhecimento da nossa experiência como um apelo à ação para políticas de saúde mais inclusivas em toda a Europa.
Qual é o desafio?
A profilaxia pré-exposição (PrEP) é uma ferramenta comprovada para a prevenção do VIH. No entanto, as mulheres migrantes, que são consideradas um dos grupos vulneráveis ao VIH, continuam a enfrentar desigualdades na sensibilização, no acesso e na retenção. O estudo, realizado em 11 países europeus (ver Figura 1), explorou a forma como o estatuto jurídico, o exercício do trabalho sexual e as políticas nacionais de financiamento da saúde moldam estas disparidades.

Os resultados revelam lacunas significativas entre o conhecimento, a intenção e a adesão à PrEP, sublinhando a necessidade urgente de modelos de prevenção do VIH liderados pela comunidade e de políticas de saúde inclusivas que desvinculem a elegibilidade para a PrEP do estatuto de documentação.
Eis o que encontrámos e porque é que isso importa para o futuro da prevenção do VIH na Europa

1. Um fosso entre querer a PrEP e utilizá-la
Muitas mulheres migrantes conhecem a PrEP e estão interessadas em utilizá-la, mas muito poucas conseguem aceder-lhe e mantê-la. Esta lacuna aponta para barreiras estruturais e não para uma falta de procura.
O estatuto legal molda o percurso, mas não da maneira que se esperaria
As mulheres sem documentos e as requerentes de asilo tinham maior probabilidade de conhecer a PrEP, mas o mero conhecimento não garantia o acesso.
3. Trabalhadoras do Sexo Mostram Maior Adesão à PrEP
As mulheres migrantes que exerciam trabalho sexual apresentavam probabilidades mais de 5 vezes superiores de utilização atual de PrEP em comparação com as mulheres que não exerciam trabalho sexual. Isto reflete provavelmente a divulgação direcionada e os programas de prevenção de base comunitária que chegam a este grupo de forma mais eficaz do que a outros.
4. A Política de Reembolso Faz uma Diferença Mensurável
As mulheres migrantes em países que oferecem reembolso total da PrEP tinham quase 5 vezes mais probabilidade de estar a utilizar atualmente a PrEP do que aquelas em países sem cobertura total. Esta é uma das conclusões mais claras e acionáveis a nível político para os decisores políticos.
5. Interrupção Elevada
Entre as mulheres que já tinham utilizado a PrEP, as taxas de descontinuação foram elevadas, o que evidencia que iniciar as mulheres na PrEP é apenas metade do desafio. A retenção e o apoio a longo prazo são igualmente cruciais.
6. Os preservativos continuam a ser o método preferido, mas o interesse na PrEP é real
Os preservativos continuavam a ser o método de prevenção mais preferido em geral, seguidos pelos preservativos femininos e pela PrEP oral diária.
Em conjunto, estas perspetivas revelam que as mulheres migrantes estão interessadas na prevenção biomédica do VIH, mas os obstáculos sistémicos estão no caminho.
O que é que isto significa para a política e para a prática?
As conclusões sublinham que colmatar a lacuna da PrEP exige mais do que campanhas de sensibilização. Simplificar os percursos de cuidados de saúde, independentemente do estatuto de residência, alargar o reembolso e investir no apoio à retenção são passos fundamentais. Sem isto, as mulheres que pretendem tomar a PrEP continuarão a ser deixadas para trás.
O nosso compromisso na Mi-Health
Ao contribuir para esta investigação, a Mi-Health Europe reforça o seu compromisso com o avanço de estratégias equitativas de prevenção do VIH, o apoio às mulheres migrantes e a promoção de alterações políticas baseadas em evidências em toda a Europa.
Conclusão
Esta publicação é mais do que dados, é um apelo à ação. Para a Mi‑Health Europe, reforça o nosso papel na definição de políticas de prevenção do VIH inclusivas. Para as mulheres migrantes, destaca tanto os desafios como as oportunidades para garantir que ninguém fica para trás na luta contra o VIH.
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